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STF estabelece novos prazos para que Executivo aprimore mecanismo de transparência das emendas parlamentares

STF estabelece novos prazos para que Executivo aprimore mecanismo de transparência das emendas parlamentares

Ministro Flávio Dino apontou aumento significativo das emendas destinadas ao SUS 

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O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), estabeleceu novos prazos para que órgãos do Poder Executivo aprimorem os mecanismos de transparência e rastreabilidade das emendas parlamentares. Em decisão na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 854, Dino ressaltou que o cenário é de “inequívoca emergência institucional”, diante da “gigantesca elevação” das emendas destinadas ao Sistema Único de Saúde (SUS). 

Diante disso, prorrogou por 30 dias corridos o prazo para a apresentação de um plano emergencial de recomposição da capacidade de trabalho apresentado pelo Departamento Nacional de Auditorias do SUS (Denasus). A determinação já havia sido feita em decisão de 16/1, após informação do órgão de que, entre 2001 e 2025, perdeu aproximadamente 50% de sua força de trabalho.

Caso não haja a recomposição em prazo razoável, o ministro ressaltou que serão adotadas medidas excepcionais imediatas de auditoria e fiscalização. “Um segmento como a saúde pública não pode permanecer executando dezenas de bilhões de reais em emendas parlamentares (e outras transferências) sem os controles estabelecidos na Constituição Federal”, disse. 

Planos de trabalho 

Dino fixou a data de 10/6 para que os Poderes Executivo e Legislativo prestem informações atualizadas acerca do cumprimento de cada um dos eixos do plano de trabalho conjunto, em cumprimento à determinação do Plenário em dezembro de 2022, quando declarou inconstitucional o orçamento secreto. Ele cobrou, especialmente, avanço na identificação de quem solicitou (apoiamento) as emendas de relator (RP-9) e as emendas de comissão (RP-8), tendo em vista os relatórios apresentados até o momento. Entre 2020 e 2022, apenas 7.865 dos 180.381 de empenhos das emendas de relator foram identificados, equivalente a 4,36% do total. O Legislativo identificou o apoiamento R$ 24,67 bilhões, o que representa 37,66% do valor total dos empenhos nas emendas coletivas de 2020 a 2024. Para Dino, os dados apresentados pelo Executivo acerca das solicitações das emendas revelam o esforço para cumprir o plano de trabalho, mas ainda indicam a necessidade de avanços no âmbito do Legislativo. 

Indícios 

Diante de indícios de falhas na fiscalização, o ministro determinou à Advocacia Geral da União (AGU) que apresente, em 10 dias úteis, um cronograma de implementação dos mecanismos de planejamento, coordenação e monitoramento da execução das emendas no âmbito do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs) e da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf). 

Portarias

Ainda de acordo com a decisão, os Ministérios das Cidades, do Esporte, do Turismo, da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e da Educação têm até 31/3 para apresentar novas portarias com critérios e orientações para a execução das emendas. O objetivo é superar as generalidades e as assimetrias entre as pastas, que dificultam a aderência entre as emendas parlamentares e o planejamento governamental.

Fonte: Supremo Tribunal Federal

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